Prisma Literário: Resenha: Fundação e Império - Isaac Asimov

Resenha: Fundação e Império - Isaac Asimov

Sinopse: O Império Galático está à beira do colapso. Ainda assim, numa tentativa ousada, o General Bel Riose decide lançar um ataque contra a Fundação. Mas será que a ofensiva desesperada irá impedir o destino profetizado há séculos por Hari Seldon? E quem seria, afinal, o Mulo? Este é o segundo livro da Trilogia da Fundação, vencedora do prêmio Hugo como a melhor série de ficção científica de todos os tempos.


*Livro cedido em parceria com a Editora Aleph para divulgação.









Fundação e Império, segundo livro da trilogia Fundação, levanta uma premissa diferente do anterior, mas com uma grande semelhança. Se no primeiro livro temos eventos e crises previstas pelo psico-historiador Hari Seldon, no segundo volume, temos o problema de como lidar com algo que não foi previsto através do raciocínio lógico-matemático

A Fundação continua crescendo. Mas nesse segundo capítulo, se depara com um novo inimigo, pois, como Hari Seldon previu, a mesma enfrentaria crises que fossem causadas pela massa. Houve um desvio e o novo inimigo não estava previsto. O mesmo era um mutante que, com seus poderes mentais, conseguia manipular as pessoas certas, e com isso conquistar diversos planetas sem uso da força. Esse desvio deixou a Fundação vulnerável, pois de acordo com o plano,  esse tipo de poder não tinha solução. Só que por trás das conquistas do Mulo, existe um mistério, pois quando Hari Seldon traçou seu plano, declararou que iria fundar duas colônias em lados opostos da galáxia. A primeira todos conhecem, porém a segunda não era conhecida e sua existência era até posta em dúvida, mas não pelo Mulo que a procurava incessantemente. Esta Segunda Fundação seria diferente, pois seria criada para manter o conhecimento sobre o domínio mental dos homens. Nesse segundo livro acompanhamos os personagens nessa busca e seus desdobramentos nos deixam atentos e tensos o tempo todo.

O livro não me empolgou tanto quanto o primeiro, pois seu linguajar é muito mais técnico e com termos mais pesados que foram necessários uma pesquisa para saber seu significado, claro que isso nem sempre é um problema do livro, pode muitas vezes ser culpa da tradução, por isso não acho que isso atrapalhe na historia e sim apenas cause uma maior dificuldade para o compreensão e para o fluxo de leitura, já que historias onde se é necessário uma maior pesquisa para compreender sua leitura, tendem a causar maior cansaço.

O que gostei no livro, foi a maneira como o nacionalismo surge nesta história. Os príncipes mercadores acabaram se tornando seres inescrupulosos e corruptos que não seguem nenhuma bandeira. Aparecem na história pequenos lugares onde as pessoas acabam se apegando a seus regionalismos. Esses regionalismos vão dar origem a um nacionalismo posterior que fará surgir a necessidade para uma bandeira. Finalmente, surgem os anacreonianos desejando manter suas características individuais. Será essa ausência de um nacionalismo que tornará a conquista do Mulo tão mais fácil.

Além da sociologia e economia que o livro apresenta, conta também com uma política e regionalismo muito mais forte, mais presente, algo que não via em outros livros que não fossem de histórias reais, algo que me surpreendeu de verdade. 

O livro é realmente muito, mas por ora, ainda não me pegou tanto, tenho dificuldade para continuar a leitura, pois ela não flui com tanta facilidade. Aguardo o terceiro livro para ver o final da saga, recomendo ambos o livro para qualquer um, ainda mais para quem gosta de estudos sociais, políticos e econômicos.

8 comentários:

  1. É mais complicado quando a leitura não flui bem, mesmo quando o enredo é bom, acaba dificultando a leitura. Eu conheço o livro e ainda pretendo a ler.
    Bjs, Rose

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  2. Olá, achei muito bacana a sua resenha pois foi sincera.. Apesar do enredo parecer muito bacana acho que nao leria o livro por ser muito técnico (isso muitas vezes não me deixa continuar a leitura num ritmo bom) mas achei os assuntos abordados muito interessantes e pelo linguajar deve passar a impressão que é algo histórico, muito.legal sua dica!

    Beijos,
    Conta-se um Livro

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  3. Como você, algo que me deixa meio receosa de ler os romances de Asimov é a linguagem muito técnica que ele usa, mas confesso que tenho muita curiosidade de ler A Fundação, afinal, é a obra prima dele.

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  4. Eu me senti perdi um pouco perdida na resenha por não conhecer os outros livros,mas a ideia e a sinopse não me atraiu muito, parece uma leitura um pouco mais complexa.

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  5. Oi Felipe!
    Quem leu esse livro foi o meu noivo e ele gostou muito, mas achou que o ritmo desse segundo livro é mais lento que o do primeiro e a leitura não fluiu tão bem, assim como aconteceu contigo.
    Eu nem e arrisco a ler, não é o tipo de leitura que gosto, mesmo parecendo ser interessante.
    Beijos

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  6. Ola, tudo bem??
    Tenho essa serie aqui e ainda não tive a oportunidade de ler, mas quero muito, adorei a resenha e sei como é tenso a leitura não fluir, estou com um aqui faz 2 meses e não saio do lugar.. Acabo pegando outros e deixo ele kkkkk
    Beijus

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  7. Hey, Catharina!

    Super entendo essa coisa de a leitura não fluir em certos livros. Eu nunca li nada de Isaac Asimov, mas pretendo mudar isso ainda este ano. Vou aguardar sua próxima resenha pra saber a opinião final sobre a trilogia.

    Beijos!

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  8. Olá!
    Na juventude li muito os livros de Isaac Asimov, faz tempo que não leio nada dele, porém este não me deixou muito interessada não! rs
    E tem livros dele bons mas que a narrativa é arrastada não prende a atenção.
    Parabéns pela resenha! Bjs

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