Prisma Literário: Resenha: Infância Interrompida - Cathy Glass

Resenha: Infância Interrompida - Cathy Glass

Sinopse: Jodie tem apenas 8 anos. Colocada para adoção, violenta e extremamente agressiva, passou por cinco famílias em quatro meses. A última esperança antes que a menina seja levada para uma instituição é Cathy, que vai recebê-la em sua casa. No início as coisas vão mal, muito mal mesmo. Mas, apesar das imensas dificuldades para lidar com Jodie, Cathy não desiste e usa todo o seu amor, paciência e experiência para ajudá-la. E, quanto mais a pequena confia em Cathy, mais esta descobre fatos medonhos sobre o triste passado da criança. Os pais – que deveriam ter cuidado com muito amor de Jodie – são as mesmas pessoas que interromperam sua infância, que acabaram com sua vida. O futuro de Jodie é nebuloso, mas Cathy irá ficar ao lado dela. Até quando puder.








Cathy é uma acolhedora. Mora com seus filhos e já teve diversas crianças diferentes em sua casa. Crianças que por motivos específicos não tem pais que podem cuidar delas e Cathy executa essa papel de cuidadora temporariamente para então envia-los a uma instituição de adoção. Quando a equipe que trabalha diz que há uma menina de oito anos para Cathy cuidar, ela imagina que não será nada de novo.

Logo começa a perceber que a equipe tem um certo receio de Jodie, a nova menina já passou por diversos cuidadores e muitas vezes por nem uma semana pois acabava sendo devolvida. Lidar com casos difíceis não é novo para Cathy mas ainda assim fica um pouco assustada diante as reações de cada um ao falar de Jodie.

Assim que Jodie chega na casa de Cathy, no primeiro dia é notável que Jodie é a criança mais difícil que Cathy já lidou. A menina se mostra completamente violenta, teimosa e desafiadora além de ter episódios de gritos e agressão física. A rotina se torna cada vez mais atípica e em certos momentos eu ficava inacreditada com o que estava lendo referente aos comportamentos de Jody.

É bem incomum chegarmos a sentir raiva de uma criança mas em certos momentos cheguei a sentir isso ao mesmo tempo que me sentia culpada por sentir isso e também sentia dó, tristeza e extrema empatia por ela, ou seja, uma mistura de todos os sentimentos que existem. Assim como Cathy, também percebi que a menina precisava de todo amor do mundo mesmo que não soubesse ser amada, não gostasse de nenhum elogio e atenção de modo positivo direcionada a ela.

Narrado em primeira pessoa pela própria Cathy, acompanhamos a rotina entre ela, Jody e os filhos da cuidadora. E conforme as páginas passam, vão sendo revelados coisas que eu já imaginava e  a confirmação, só me deixou mais mal e aflita por saber que é uma história real e refletir o quanto isso acontece sem que as pessoas façam a menor ideia, ou até mesmo que apoiem o tipo de coisa que acontecia com Jody.

Pode ser bem assustador também saber que a história de Cathy e Jodie é baseado em fatos reais e mesmo que não fosse, não é incomum encontra esse tipo de história nos dias de hoje. Ainda assim, por mais que não faça parte da nossa realidade, é ainda mais chocante não estarmos inseridos nessa realidade e parar para pensar o quanto histórias como a de Jody acontecem o tempo todo.

O que posso dizer é que a leitura foi algo completamente triste e ao mesmo esperançoso por saber que crianças podem achar lares onde serão amadas por mais difícil que isso seja. Para leitores que procuram um drama real, esta é uma boa dica para se afundar e refletir cada vez mais sobre o mundo e as pessoas nele habitam.

8 comentários:

  1. Olá, tudo bem?

    É tão triste ler histórias de vida assim e principalmente saber que são reais. Por outro lado, ainda temos uma esperança na humanidade quando vemos pessoas como a Cathy, cheias de amor a oferecer. Esse livro parece muito reflexivo e um verdadeiro tapa na cara da sociedade.

    até mais,
    www.decaranasletras.blogspot.com

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  2. Nossa que leitura intensa, eu não sei se consiguiria Fazer ela. Livros assim eu tendo não ler. Mas que bom que conseguiu completar a leitura e ter gostado apesar da intensidade.

    Beijos.

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  3. Oi Cath,
    Não sou muito fã de histórias tão dramáticas como essa, justamente por saber que essas coisas acontecem na vida real. Acabo mal. Prefiro livros que proporcionam momentos de escapismo, mas entendo a importância de histórias que nos fazem refletir sobre assuntos importantes.
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos

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  4. Eu achei o enredo do livro interessante, mas não é o tipo de leitura que eu escolheria para mim. Eu prefiro outros gêneros mais leves.


    http://laoliphant.com.br/

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  5. às vezes acho bem comum sentir raiva de criança, mas passa, afinal somos seres humanos e em caso de adultos, é preciso manter a cautela, gostei da indicação do livro.

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  6. Olá, tudo bem Catharina?

    Eu não conhecia o livro, achei bem interessante o enredo, mas não quero embarcar no momento em uma leitura intensa, mas triste. Acho normal que uma criança possa sentir raiva, é algo inerente ao ser humano. Dica anotada!
    Bjs

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  7. Oi! Essa me parece uma leitura bastante intensa, mas eu acho que gostaria de ler. É um caso muito delicado e consigo imaginar sua tristeza e esperança ao lê-lo.
    Beijos

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  8. Olá...eu particularmente gosto de obras do gênero...são bem tensas e interessantes. Já anotei a dica!

    Abraços

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