Prisma Literário: Resenha: Filhos de Duna - Frank Herbert

Resenha: Filhos de Duna - Frank Herbert

Sinopse: Nove anos após os acontecimentos de Messias de Duna, o Imperium finalmente superou sua crise política e se estabilizou. Mas Arrakis não está seguro. Antigos inimigos e velhas ameaças retornam, deixando o planeta à mercê de traições e revoltas enquanto o governo regencial aguarda seus poderosos herdeiros por direito. Em meio a um embate geracional de nível planetário e à maior crise política já vista, surge a misteriosa figura do Pregador, com a promessa de resgatar as tradições de Duna. Filhos de Duna fecha com brilhantismo o arco de história iniciado no épico Duna e em sua sequência, Messias de Duna, retomando temas políticos e existenciais, com a já conhecida maestria de Frank Herbert.

*Livro cedido em parceria com a Editora Aleph para divulgação.






Filhos de Duna, terceiro e ultimo livro da saga Duna, encerra a saga com um brilhantismo excepcional que só Frank Herbert poderia criar, com uma historia forte, e com teor politico fantasístico, o livro trás a vivencia do mundo de Duna para o leitor que imerge dentro do livro para uma historia que ele jamais irá esquecer.

Nove anos se passaram após os eventos de Messias de Duna. Muta coisa mudou, um novo mundo é apresentado, desde uma nova ecologia trabalhada pela própria natureza e sofrida pela mão do homem, até novas alianças, algumas das quais ameaçam a paz ao qual o mundo se encontra após os fortes eventos de Messias de Duna.

O livro, assim como seus antecessores, trás uma narrativa forte e pesada, rica em detalhes com palavras de uma linguagem que ainda deve ser aprendida pelo leitor, com jogos políticos acontecendo a todo momento, alianças acontecendo e outras se rompendo. A narrativa necessita total atenção do leitor para que não se perca em tantos detalhes. Garanto que apesar da narrativa complexa, o livro prende a sua atenção desde as primeiras páginas, fazendo você procurar saber cada vez mais dos personagens e da história, mesmo após seu final.

Como mencionei na resenha de Duna, o livro tem uma escrita que me lembrou em muitos momentos Senhor dos Anéis, de Tolkien, por seu rico em detalhes e contar uma jornada épica e conter culturas que parecem ter existido de tão bem desenvolvidas que elas foram no livro. Talvez o único ponto que Filhos de Duna "vença" Senhor dos Anéis, é ter uma politica mais trabalhada e pesar no jogo de certo e errado, que faz o leitor tomar lados e defender o ponto de vista de seus personagens ao qual partilham ideologia, opiniões, ideias e pensamentos sobre formas de governo.

Uma adaptação de Messias de Duna e Filhos de Duna ocorreu em 2003, apesar de ser considerado pelos fãs como bem feita e ter uma boa recepção, eu não me sinto bem em assistir a serie. Duna, para mim é uma trilogia inadaptável, que apesar de se encaixar bem em infinitos momentos no tempo, é grandioso demais para ser representado com total eficiência por outro meio de entretenimento e cultura senão os próprios livros que contém a pura e intocada historia desde o ano de 1965, ano esse em que o livro se consagrou e marcou uma geração, coisa que continua fazendo a cada nova edição.

Recomendo o livro para o leitor que esta acostumado a leituras pesadas e tem paciência para livros grandes (tanto em tamanho, quanto em conteudo), agora se você procura algo leve que consiga ler em um ônibus ou na pausa do serviço, talvez deva esperar um pouco, pois Filhos de Duna, assim como Duna, requer sua total atenção e foco, para que assim você adentre no imenso e magnifico mundo de Frank Herbert

8 comentários:

  1. Hey, Felipe!

    Eu estou doida pra ler essa trilogia e esta sua resenha só me fez ficar mais ansiosa ainda. Já está nos meus desejados há um tempinho e pretendo ler assim que surgir a oportunidade. Adorei a resenha!

    Beijos!

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  2. Oi tudo bem?
    Mesmo tendo achado a premissa bem interessante não seria o tipo de leitura que me agradaria, então por esse motivo deixo passar a dica.

    Beijos

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  3. Olá,
    Gosto de livros com política numa coisa assim mais fantasiosa. Como você mencionou é mais complexo de se entender, mas se bem escrito vale super a pena de se acompanhar. Já ouvi falar da trilogia, e só resenhas positivas como a sua!

    Debyh
    Eu Insisto

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  4. Duna é extremamente épico! A saga é um tanto pesada e desgastante, mas tem um mundo e uma filosofia que deveria ser conhecida por todos. Uma pena é que os livros sejam tão carinhos, ainda que a edição da Aleph seja puro espetáculo :)

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  5. Olá!
    Assisti Duna faz tanto tempo que já nem lembrava mais da historia. Gostei de recordar e de ver o quão maravilhosa ficção é essa obra. Nada como o livro pra nos fazer feliz, já que é escrito por completo, ao contrario do filme que é mais resumido. Um dia quem sabe mergulho essa maravilha.
    Nizete
    Cia do leitor

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  6. Olá, ótima resenha. Que bacana esse livro final da trilogia ter lhe agradado. É um livro (e uma trilogia) que considero interessantes e que penso em ler em um momento mais oportuno.

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  7. Acho que deve ser uma trilogia interessante, só acho que o fato de ter tanto conteúdo talvez me atrapalharia para aproveitar tudo o que a escrita tem para oferecer.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  8. Olá!
    Eu podia jurar que pelas divulgações da editora esse era um livro de Star Wars. Não sei porque, talvez a arte da capa e tal :3
    Eu não conhecia nada da história e achei interessante a premissa, mesmo que raramente eu leia ficção cientifica.

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