Prisma Literário: Resenha: O Sol é Para Todos - Harper Lee

Resenha: O Sol é Para Todos - Harper Lee


Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações. Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado. Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record. Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: "Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo."
*Livro cedido pela José Olympio para divulgação. 

O Sol é Para Todos é um livro que se passa na década de 1930 nos Estados Unidos em Maycomb, uma pequena cidade onde todos se conhecem e também onde o preconceito é bastante presente. Scout Finch é uma criança de 6 anos e irá narrar o livro inteiro em primeira pessoa. Temos como foco principal um caso de uma jovem branca que foi supostamente estuprada por um negro e quem cuidará desse caso, é Atticus Finch, pai de Scout, um advogado muito bom e renomeado na cidade. Quando a comunidade descobre que ele está na defesa do negro (Tom), os próprios filhos Scout e Jem Finch passam a sofrer bullying e terão de saber a lidar com a situação e aprender muito com o pai.

Bom, vai ser bem difícil expressar meus sentimentos nessa resenha. Esse era um livro que sempre quis ler há alguns anos, mas nunca procurei correr atrás e quando corri, estava esgotado aqui no Brasil, sempre via referências em outros livros e cada vez mais despertava minha curiosidade. Logo descobri que era um clássico obrigatório nas escolas lá fora, vi que se tratava de algo bem complexo e recebi da editora recentemente, fiquei super feliz.

De inicio a autora focou bastante em Scout brincando com seu irmão e Dill, um amigo deles que passava as férias de verão no bairro, os três sempre estavam juntos fazendo novas descobertas e tentando achar um jeito de ver frente a frente Arthur Radley, um homem que é trancado na casa da mesma rua que os Finch desde a adolescência e ninguém sabe o porquê ele nunca saiu ou apareceu, boa parte do livro é focada nisso e foram uma das melhores partes para mim.

Fatos mais importantes passam a acontecer quase na metade do livro, ou seja, o julgamento de Tom, mais explicações sobre negros na cidade, preconceito, bullying e tudo mais. Tudo isso foi escrito e organizado na hora certa pela autora, em nenhum momento foi uma leitura maçante ou cansativa por termos de esperar tanto os fatos principais, foi genial como ela escreveu as partes de distrações e pensamentos de Scout, uma menina tão nova e inocente mas ao mesmo tempo, tão inteligente e sabia como o pai.

Atticus é um pai muito inteligente e calmo, fez papel de mãe desde que Scout era um bebê. Sem dúvidas, um dos melhores personagens do livro, é um homem um tanto fechado mas mesmo assim, podemos sentir o amor exalando de suas ações ao cuidar de seus filhos e também vemos como Atticus apresenta uma educação boa e muitos valores. A sociedade se impõe muito em cima dele por estar protegente um negro, o que na época era um absurdo e mesmo assim, Atticus não perde a postura e não deixa de proteger o que é certo.

Jem e Scout são personagens muito gostosos de acompanhar, totalmente cativantes assim como Atticus. Scout pela sua narrativa tão leve e por ser uma garota que não se importa em ser dama quando crescer como todas as mulheres cobram, isso foi lindo nela e também por seus questionamentos sobre o próximo, os negros, a família e a si mesmo. Jem por ser um irmão tão presente na vida de Scout que está chegando a puberdade e sentindo a diferença em seu corpo e suas ideias, mas ao mesmo tempo, é um irmão carinhoso e fofo.  Os dois tem brigas bobas ao longo do livro e bem engraçadas, bem descontraídas.

Foi um enredo extraordinário que nos passa diversas lições e valores, nos apresenta uma época totalmente preconceituosa e triste, completamente diferente de como vivemos hoje em dia, tudo de uma forma leve e interessante. O final só me trouxe satisfação em todos os pontos e aspectos, algumas partes foram tristes, porém, necessárias para mostrar como era a sociedade naquela época. Um livro sensacional em todos os sentidos, páginas e capítulos, que irão agradar desde adolescentes até idosos.

12 comentários:

  1. Gostei da história, na verdade historias do tipo sempre me chamam atenção.
    Quem sabe este livro não entra já na minha lista!!

    Bjus

    http://devoreumlivroeoufilme.blogspot.com.br/

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  2. Não sabia que era leitura obrigatória lá fora, acabou por aumentar ainda mais minha vontade de ler. Ótima resenha, parabéns.

    http://maisumaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Muitas pessoas já disseram que foi o melhor livro da vida delas, então vou procurar sem dúvida, ótima resenha <3

    ATÉ <3
    Victor do Blog Gatos e Vagalumes
    GatosEVagalumes.blogspot.com

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  4. Eu conheço o livro e não acho completamente diferente com a que vivemos hoje em dia, infelizmente. é uma ótima obra e a editora está de parabéns, pois não um simples lançamento, trata-se também de empoderamento, enfim, são vários aspectos relevantes que a obra traz para realidade racista e escravocrata em que vivemos. Não gosto do termo 'leitura obrigatória', mas é uma obra que levarei para sala de aula, amigos e muito mais...

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  5. Eu já assisti um filme com um enredo bem parecido com este do livro. Não sei se tem haver um com o outro, mas o filme é muito bom. Fiquei bem interessada no livro, que eu não conhecia. Vou dar uma procurada.
    Bjs, Rose.

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  6. Achei muito bacana o livro e me sinto mal por não conhecê-lo -.-' Mas com certeza é algo q correrei após uma resenha tão dedicada a obra! :D

    http://tedioescritor.blogspot.com.br/

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  7. Oi, tudo bem?

    Tenho muita vontade de ler esse livro, mas, até a pouco tempo, não sabia da história dele. Com certeza, agora que sei, estou ainda mais curiosa para conferi-lo. Me lembrou bastante À Espera de um Milagre. Gostei demais de saber que quem narra é a menina, acho que torna a história ainda mais bela.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  8. Oi!
    Não costumo ler livros com essa temática, até porque, ando correndo de dramas. Não estou no momento rsrs
    Mas o livro parece ser incrível, e talvez no futuro eu o acabe lendo.
    Parabéns pela resenha!

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  9. De repente diferente na maior parte dos lugares, mas infelizmente o preconceito ainda tem muito espaço no mundo. Deve ser fascinante ver a história pelos olhos da Scout, deve ser bem legal a narrativa dela por ser tão criança e já ter que passar por tantos questionamentos. Não é exatamente meu tipo de história, mas leria se tivesse oportunidade.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  10. Só ouço elogios com esse livro. Cheguei a começar, mas surgiram outras prioridades e eu tive que deixar de lado, mas to doida para continuar, ainda mais agora que a autora lançou o segundo livro com a protagonista já mais velha

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  11. Oie, tudo bom?
    Sempre fico interessada em livros que abordem o preconceito porque é um assunto que me toca bastante. Esse clássico nunca tinha chamado minha atenção, mas nos últimos tempos fiquei curiosa depois da quantidade de resenhas que li.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  12. Preconceito é um assunto sempre presente né? E seus livros costumam ser bem emocionantes. Quando li Claros sinais de Loucura a protagonista citava esse livro, principalmente Atticus a todo instante!
    Eu não tinha muito interesse no livro, mas sua resenha me instigou. O que mais quero saber é a resolução do julgamento.

    Beeeijinhos ;*
    Andressa - Mais que Livros

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