Preconceito Literário

05:59


Olá queridos.
Hoje vim trazer um texto que simplesmente admirei muito, me identifiquei e concordei do ínicio ao fim. Galera, li o texto no Histórias de Papel e a autora dessa obra de arte é a Caroline Gurgel. Espero que tenham o mesmo prazer ao ler e reflitam bastante sobre, afinal, li apenas verdades.


"Ainda nos dias de hoje, em pleno século XXI, os leitores sofrem com o inaceitável preconceito literário. Basta dar uma navegada nas redes sociais para perceber que a intolerância insiste em dar as caras, o chato metido a intelectual parece ser uma espécie que jamais entrará em extinção. (notem que chamo de chato o metido a intelectual, e não o intelectual, o culto, o educado, o inteligente e respeitoso – esse merece sempre minha admiração.)

Consideremos como tribo um grupo de leitores que tem gosto em comum, participam dos mesmos fóruns de discussão, dos mesmos grupos de leitura e, portanto, terminam se acostumando com opiniões parecidas com a sua. Quando o leitor se afasta de sua tribo, começa a perceber que seu gosto, por mais estranho que isso possa parecer, incomoda alguém.
Os gêneros da ficção são inúmeros, mas uma parte dos leitores acha que só um tipo é válido: o que eles consideram culto. Não basta pensar que os outros leitores são inferiores, nem basta se pabular do que leu, esses “críticos” adoram menosprezar quem não se encaixa na tribo cult.
Esse preconceito em relação aos best-sellers não é novidade. Essa tribo que se considera intelectual sempre repete clichês como “Odeio best-sellers”. Como se ‘best-seller’ fosse um gênero literário e todos os livros que vendem muito fossem iguais. Victor Hugo e Goethe já foram best-sellers, e aí?!
Há que se separar a literatura de entretenimento da acadêmica, da obrigatória para quem é do ramo. Existe a leitura por hobby e a leitura para quem trabalha com isso. Imagine alguém chegando em casa, estressado após um dia exaustivo de trabalho, cheio de problemas pessoais. Esse alguém vai à estante e escolhe um livro. O que você escolheria? Um livro denso, que requer muita concentração e esforço, ou um romance leve, divertido, que vai lhe relaxar? É tão difícil entender a diferença?
Não me entendam mal, não sou contra a leitura de livros clássicos, sérios ou densos, mas há hora para tudo e o leitor jamais deve ser julgado por suas escolhas. Estou sempre com mais de 1 livro em andamento: um clássico, uma biografia, um romance bobo e um romance “bom”, por exemplo. Eles me dão opções suficientes para ter o que ler em cada momento. Ando mais devagar com uns que com outros e não vejo problema algum com isso. Ler Balzac não me impede de gostar de Jogos Vorazes. E se um dia o fizer, ótimo, verei em todos os leitores de best-sellers potenciais leitores de clássicos. É tão simples!
Uma importante revista postou em sua página no Facebook no fim de 2014 que o livro do ano fora A Culpa é das Estrelas. O livro de John Green passou meses ocupando o topo da lista dos mais vendidos, então, claro, não haveria problema em destacá-lo, certo? Infelizmente, errado! Fiquei boquiaberta aos abrir os comentários e senti vergonha de ser conterrânea daqueles, er…, cidadãos.
Os comentários xingavam não só o livro, mas os leitores. Variavam entre “Oi??? Literatura?” e “Lixo” a “Escolher isso é querer nivelar por baixo né”. Fico me perguntando qual livro esses “críticos” queriam ver como o mais vendido do ano. Algum do Faulkner? Ou, quem sabe, Em Busca do Tempo Perdido, de Proust?
Um comentário em especial chamou a minha atenção: “Com todo respeito, mas chamar isso de literatura é uma afronta aos grandes escritores. Essa ‘onda’ de livros ‘young adult’ está tornando os jovens cada vez mais alienados. Trágico!” 
Humm…Interessante. Pulemos o “com todo respeito…”, por motivos óbvios, e passemos a “afronta aos grandes escritores”. Por que um escritor que vende muito seria uma “afronta aos grandes escritores”? Quem estaria apto a dizer que escritor X é ruim e Y é bom? Qual seria o limite entre literatura e o que eles chamam de “não-literatura”?
Os grandes escritores são selecionados pelo tempo, que se encarrega de eternizar as grandes obras, mas isso não diminui a importância da literatura de entretenimento, dos best-sellers, dos livros que, por um motivo ou outro, encantam uma geração.
Essa ‘onda’ de ‘young adult’, como fala a especialista super-cult, tem iniciado milhares de jovens no mundo da leitura. Harry Potter começou a formar, há quase 20 anos, uma legião de leitores cada vez mais ávidos por histórias que lhe despertem para novos mundos, que lhe instiguem, lhe provoquem, lhe façam sorrir, que lhe deem prazer. São esses mesmos jovens que hoje movimentam o mercado editorial no Brasil, que lotam os eventos de livros e que tem encontrado em escritores populares, ídolos. Seria isso algo ruim? Idolatrar sempre foi uma característica da adolescência, então por qual motivo não poderiam eleger um autor, ao invés de um cantor ou ator, para ser seu ídolo? Isso é ser alienado?! Pior, seria isso algo “trágico”?! Vejam bem, ela diz que é TRÁGICO!
Ainda me lembro de muitos professores reclamando, dizendo que os adolescentes tinham que ler Machado de Assis e Graciliano Ramos, pois Harry Potter era literaturazinha passageira, coisa de criança. Passageira? An…ram… Certo dia, olhando a lista dos 10 livros mais vendidos da semana, percebi que 8 deles eram livros young-adult (jovem adulto), e isso continuou por semanas. Isso poderia significar que só se lê livros desse tipo hoje em dia, mas não é o que tem mostrado o mercado e as feiras especializadas. Não são os adultos que estão lendo livros para jovens, mas são os jovens que estão consumindo a maior parte da literatura vendida no país e, portanto, estão ocupando os topos das listas.
Esses dados comprovam que, sim, Harry-Potters e Crepúsculos podem, sim, “iniciar” leitores. Será que isso é um tapa na cara dos “educadores” que um dia criticaram a leitura dessas sagas simplesmente porque não eram livros “sérios”? Aqueles mesmos educadores que insistiam que estudante brasileiro só deveria ler clássicos nacionais? Acredito que esses dados são a esperança de que teremos, em um futuro próximo, adultos que leem mais.
Vi uma reportagem com dois jovens que obtiveram nota máxima na redação do ENEM em 2014 (a mesma redação que presenteou com um zero mais de 500 mil estudantes – quinhentos mil!!!) e sabe o que eles tinham em comum? A paixão pela leitura! E em especial pela leitura dessas sagas tão criticadas, voltadas para o público jovem-adulto.
Vejo crianças de 7 anos engolindo Diários de um Banana ou Percy Jacksons. Vejo que essas mesmas crianças vão crescendo e se interessando por John Green, Meg Cabot ou a brasileiríssima Paula Pimenta, e assim sucessivamente. Sem dúvidas, o hábito da leitura por prazer plantado desde a infância leva os leitores a lerem Machado, Dickens ou as irmãs Brontë por vontade própria algum dia. O interesse muda com o tempo, as expectativas mudam, o gosto muda, apura, sofistica. Ninguém começa lendo Proust ou Turgenyev, mas se aprender a gostar de ler, um dia chega lá – se assim o desejar.
Dizer que os livros para jovens-adultos estão deixando os jovens alienados é não perceber nada que acontece a seu redor. NADA! (Lembra dos 500 mil alunos?!)Fico me questionando se esses pseudo-intelectuais moram no Brasil, um país onde a média de livros lidos por ano é de apenas 4 títulos.
Há quem pense que ler livros ruins não acrescenta em nada, que é melhor não ler nada que ler algo ruim. Há, ainda pior, quem pense que atrofia o cérebro, que uma vez lido é impossível “deslê-lo”, que o estrago já foi feito. Que bobagem! Um livro ruim atiça o lado crítico do leitor, faz com que ele que pense em muitos porquês e forme uma opinião. É claro que com isso não estou dizendo que se deva ler livros ruins, mas se um cair na sua mão, que seja aproveitado da melhor maneira.
Concordo que há livros ruins, medíocres, de péssima qualidade, especialmente com o mercado querendo vender muito, querendo lucrar. Com a facilidade de publicação que há hoje em dia, muitos escritores que jamais conseguiriam contrato com uma editora terminam lançando seus livros de forma independente no meio digital e uma parte deles é ruim mesmo. Jamais disse que os livros devem ser passíveis de críticas, pois tem muitos livros cujo português é vergonhoso, lastimável. O que enfatizo é que o leitor não deve ser menosprezado ou julgado por lê-los. Que sejamos sempre maduros e critiquemos com fundamentos sérios o livro, jamais o leitor.
É natural que depois de alguns lixos ele queira algo mais, algo melhor. Quantas vezes não vi, nos grupos de leitura, pessoas pedindo dicas de livros melhores, pois cansara de “mais do mesmo”? Quantas vezes não vi leitores pedindo dicas de clássicos para iniciantes? É um processo e ele deve ser respeitado.
Devo enfatizar que o contrário também acontece: o culto também sofre preconceito. Talvez paguem a conta dos pseudo-intelectuais sem que tenham nada a ver com isso. Muitas vezes, comentar que está lendo James Joyce, por exemplo, leva alguns a torcerem o nariz, a acharem que o comentário é apenas para se mostrar culto ou inteligente, quando na verdade o leitor só quer ter com quem conversar sobre uma excelente leitura que fez. O preconceito é abominável de qualquer forma e essa conversa de que quem só lê clássicos ou livros “difíceis” é um chato ou coisa parecida é tão ruim quanto julgar os que leem best-sellers.
John Green pode, sim, levar a Tolstoi, mas forçar um livro chato e enfadonho leva à desistência. Obrigar alguém a ler um livro cansativo logo nos primeiros anos de vida ou nas horas de lazer é criar uma geração que repele a leitura, que a associa a algo penoso.
Que jamais percamos o prazer de ler o que queremos, que jamais tenhamos vergonha do que escolhemos. Que a evolução seja constante, mas natural e sadia, sem pressões ou constrangimentos. Que as boas leituras cheguem de mansinho e nos conquistem, que a bela escrita nos faça salivar, nos vicie, nos faça suspirar. Que os preconceituosos leiam mais para que abram suas cabeças e se tornem mais tolerantes. Que Hemingways, Virginias e Goethes possam conviver em paz na mesma estante que Colleens, Kieras e Perkins.
Que desgostemos sem medo de qualquer livro, que possamos dar nossa opinião mais sincera, mas que jamais desrespeitemos aqueles que tem opinião contrária. Que o respeito seja sempre o princípio básico e que a paixão pelas palavras se espalhe, invada os lares e possa plantar sonhos no coração de cada um. Que a leitura receba sempre um enorme SIM!"

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18 comentários

  1. Oi Catharia!

    Nossa, acho que nunca li um texto tão verdadeiro na vida! Estou rodeada desses tais "pseudo-cults" que se acham melhores que todos os outros leitores porque só leem clássicos. E desde quando isso é vantagem? Ah, pelo amor de Deus!

    Eu mesma sou uma pessoa que lê de tudo, desde YA até os benditos clássicos e não me considero superior por isso.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com/

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  2. Olá Catharina. Tudo bem?
    Assim como você, li apenas verdades. Eu aprendi a ler muito nova e sempre foi algo prazeroso pra mim. Na escola, durante os intervalos das aulas, enquanto os outros alunos conversavam e tacavam papeizinhos uns nos outros, eu retira meu querido Harry Potter da bolsa e leia como se não houvesse amanhã. Alguns professores me parabenizavam pela atitude de ler, outros simplesmente pediam que eu guardasse o livro, outros me indicavam alguns outros livros e outros ainda me diziam que o que eu estava lendo não me acrescentaria nada e que eu deveria ler clássicos. Confesso que li pouquíssimos clássicos até hoje, mas isso, em grande parte, se deve ao fato de eu não ter tido acesso a esses livros. Infelizmente, são livros, muitas vezes, caros.
    Não gosto de me prender a um gênero literário. Eu amo fantasia, mas sou apaixonada por biografias ou estórias que poderiam muito bem estar acontecendo na casa ao lado. Já aconteceu de eu não gostar de um livro que estava sendo muito comentado de forma positiva. Quando fui dar minha opinião a respeito, acabei me excedendo e reconheço que julguei os leitores da obra. Depois me retratei, claro. Como o texto diz: devemos sim ser críticos com relação a obra, mas jamais com relação aos seus leitores.
    Um grande beijo

    Vidas em Preto e Branco 

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  3. Nossa, que texto sincero! Li apenas verdades também, parabéns a autora! Eu li desde cedo também, mas só fui pegar gosto pela leitura ano retrasado, e desde então me apaixonei, li poucos livros até hoje, mas é por falta de oportunidade, dinheiro e bibliotecas, já que aqui não tem nada!
    http://letrasemvida.blogspot.com.br

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  4. Que reflexão maravilhosa, Catharina!
    Concordo plenamente com você, afinal, lemos por prazer, diversão, e não deveríamos ser julgados pelo tipo de leitura que nos agrada. Achei sensacional o trecho em que você diz que nós começamos a ler esses best-sellers, já que são uma leitura agradável, fluida, e seria penoso iniciar nossas leituras com determinados clássicos que, aliás, exigem bem mais maturidade. E do que adianta ler algum clássico super complexo aos 13, 14 anos se você mal entende a mensagem transmitida. A adolescência é a fase para lermos modinhas mesmo, mas sem culpa, sem julgamento.
    Enfim, parabéns pelo texto, achei realmente fantástico! Foi um dos melhores posts que já li na blogosfera.

    Leitores Forever

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  5. A maioria dos leitores atualmente começa com um best seller. Eu leio best sellers, esses livros tido como "modinhas". É um preconceito besta. É leitura. Claro que não me prendo somente a eles, conforme os anos passam vou "evoluindo" nessa escada que é a leitura. Com livros mais... Como falam? Complexos? Mas sempre estou lendo esses livros tidos como os mais vendidos e famosos. Se todos estão lendo, tem alguma coisa nele que é bom, não?
    Amei o texto ><

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  6. Uau Catharina! Fez você muito bem em trazer esse texto para cá e ajudar a espalhar sua mensagem! Já li vários posts relacionados pela blogsfera, mas nenhum tão completo e instigante como esse! A Carolina está de parabéns por conseguir transmitir com tanta clareza um ponto de vista excelente!
    Desde o ano passado tenho exercitado o "dane-se", principalmente no que diz respeito às minhas leituras. Ter vergonha de ler um livro que acho interessante porque outros podem achar bobo? Ou ter vergonha de falar que gostei desse livro ou daquele porque terceiros vão me achar alienada? Nada disso! O que importa é ler com gosto, com vontade. E se não gostar do livro no fim, pular para o próximo!
    Ótimo texto e ótima reflexão a que ele leva! :D

    Infinitos Livros

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  7. Nossa, que texto incrível! Expôs tudo o que eu achava e ainda acrescentou mais alguns detalhes incríveis. Estou sempre me irritando com esse tipo de pessoa, os pseudo-intelectuais, que se consideram cultos em um mundo onde todos os outros são alienados. Gosto literário não torna ninguém melhor ou pior que o outro. E é exatamente o que foi falado no texto, as pessoas precisam diferenciar leituras acadêmicas de leituras por lazer. Eu não vou chegar em casa do trabalho/faculdade pra ler um livro que me exija concentração demais simplesmente pelo fato de que eu só quero relaxar. Sem contar que existem livros pra todas as idades também! Já vi gente julgando jovens de 14 anos por não gostarem de clássicos! Pelo amor de deus! Cada um tem sua fase e mesmo que a pessoa já tenha mais idade, ninguém é obrigado a gostar de gênero nenhum. Agora querer que uma pessoa de 14 anos se interesse pelos mesmos livros de uma pessoa de 30 é realmente absurdo. Não que não possa acontecer, é apenas improvável e não tem nada de errado nisso. Sobre os best-sellers, não precisaria falar nada porque o texto já deixou muito claro, mas só venho afirmar que concordo plenamente que eles são extremamente benéficos, tanto para o lazer daqueles que já gostam de ler e não deixam nada de lado simplesmente pelo rótulo de "pseudo-cult mimimi não leio best-sellers", tanto para os jovens que ainda não tem paixão pela leitura mas podem começar a ter a partir de um desses livros!

    Enfim, tem muita coisa pra ser falada, mas acho que o texto já diz tudo HAHAHA Meu comentário vai ficar imenso se for dizer tudo o que penso... Obrigada por compartilhar, amei!

    Beijosss
    http://bookspoison.blogspot.com.br/

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  8. Belo texto. Eu particularmente leio alguns livros young adult, best sellers, modinhas... Não são meus preferidos, mas leio. Acho importantes, fazem o jovem se interessar pela literatura. O grande problema é quando não há evolução. Quando são lidos apenas títulos do mesmo gênero, com praticamente a mesma história, sem que o leitor sinta a necessidade de pensar, de ir atrás de algo mais, de procurar um livro que realmente o provoque, o faça refletir... Todos os leitores devem ser respeitados, sem dúvida. Mas acredito que todos os leitores também, deveriam tentar evoluir, ir em busca da informação. Sei que muitos não concordarão comigo, mas é minha opinião ;)

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  9. Realmente, ainda existe muito preconceito literário e isso é tão bobo, não é mesmo? Acho que a literatura deveria ser algo livre disso, mas infelizmente ainda não é assim. Eu mesma já tive bastante e melhorei em relação a isso. Ainda mantenho distância de literatura erótica, mas é assim rs
    www.belapsicose.com

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  10. Muito interessante seu post, existe bastante preconceito de todos gêneros digo assim como aos que gostam de ler como com quem gosta de animes por ex, essas coisas, não leio muitos livros mas os que li gostei demais, acho que vou voltar a ler, mas meu lado é mais para os mangás e animes não sei se sobraria tempo, mesmo assim admiro o gênero literário <3 bjs.
    http://vihpaula.blogspot.com.br/

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Oie, Catharina!
    Incrível o texto que você nos trouxe da outra amiga blogueira para que possamos refletir. Um dia desses propus uma discussão na minha página: se as pessoas achavam que As Crônicas de Gelo e Fogo estavam se tornando modinha (referindo-me ao termo no sentido de ser lido por todos). Pessoas sensatas respondiam, dando sua opinião sobre, tudo certo. A maioria concordou comigo: seria um sonho que As Crônicas viessem a ser lidas por metade dos telespectadores da série da HBO. Especialmente no Brasil. É uma decepção sem fim encontrar entre meus amigos de carne e osso (ao contrário dos virtuais) aqueles que assistem a série mas jamais se sentiram motivados a lê-la. Não que eu queira obrigá-los a ler a saga, mas só comprova a pesquisa da média de livros lidos por ano pelos brasileiros. Mais da metade dos meus amigos não lê nenhum - dá pra imaginar?
    Enfim, nessa discussão vi os dois lados da moeda. Houve quem dissesse que eu estava querendo me exibir por ler livros grossos (como a moça disse, paguei o preço por aqueles que bancam os cultos intelectuais), assim como apareceu gente que menosprezou os bestsellers dizendo que eles são um câncer e que as pessoas deveriam ler mais livros como o do Martin. Em uma só discussão eu vi exatamente tudo que foi falado no texto...
    Enfim, o preconceito literário sempre vai existir. Eu, por exemplo, sou muito relutante com romances do Sparks. Ou melhor, com romances no geral. Mas não desprezo quem os lê - inclusive no polêmico caso de 50 Tons de Cinza, que li o suficiente para embasar as críticas que faço quando discussões sobre a obra surgem. Sempre sou taxada de metida a intelectual, mas essa é uma coisa interessante: nunca xingo ou diminuo a obra, apenas critico coisas no enredo que não curti muito. Mas os fãs da James devem estar tão acostumados à gente imbecil que só falta lhes xingar a mãe que parecem ter essa resposta natural a qualquer um que diga "não gostei", então meio que os compreendo.
    Com carinho,
    Celly.

    http://melivrandoblog.blogspot.com/

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  13. Oi, tudo bem?
    Gostei bastante do texto, infelizmente ainda existem muitos preconceitos literários por ai, é com best-sellers, com nacionais, com eróticos, com clássicos, é complicado isso, porque era para os leitores terem uma mente mais aberta, mas o que mais vemos é leitores criticando outro pelo gênero que lê, né? Enfim, espero que um dia esse preconceito literário diminua bastante, porque é bem chato.

    Beijos :*
    Larissa - http://srtabookaholic.blogspot.com

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  14. Parabéns pelo post! É mesmo absurdo que mesmo no meio de tantos leitores, onde se espera mais tolerância, ainda haja preconceito. Eu não preciso gostar de determinada leitura, mas preciso respeitar o gosto literário alheio, acredito que esse seja o grande problema, querer fazer prevalecer sobre o outro a nossa opinião. Mais uma vez parabéns,

    http://cafeecomletras.blogspot.com.br/

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  15. Oii, tudo bem?
    Super concordo contigo!
    Eu leio quase tudo, existem autores e estilos que não curto, mas acredito que toda leitura seja válida.
    Esse preconceito é ridículo. Conheço uma pessoa que é professora, e fica fazendo piadas de quem curte ACEDE, fico tão irritada. Eu não gosto, mas e daí? Nem todo mundo gosta do que eu leio...
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

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  16. Post incrivel! Eu não curto ACEDE, mas acho uma história importante sabe? Acho meio triste que as pessoas virem tanto o nariz para best-sellers e podem até perder histórias incriveis.

    Beijos, Ahri.
    http://dois-players.blogspot.com.br

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  17. Olá flor, amei este post. Alias amo posts com conteúdo tão interessantes. Realmente o preconceito literário anda aumentando cada dia mais. Devo confessar que prefiro clássicos do que best-sellers, mas gosto de todos os gêneros. O importante é ser bem escrito <3.
    Espero mais posts desses.
    Beijos, sucesso.

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  18. Acho que essa coisa de preconceito literário, uma tremenda chatice, pq ter preconceito???? Cada um ler o quer e gosta e não ficar desdenhados as leituras dos outro, eu gosto um pouco de tudo, desde de literatura infantil até livros eróticos, pra mim valer é ler, não importa o que, hehehe

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